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		<title>MINISTÉRIO DA CULTURA OMITE A VERDADE: Segundo a Secretaria da Cultura de SP</title>
		<link>http://pandugiha.wordpress.com/2011/03/31/ministerio-da-cultura-omite-a-verdade/</link>
		<comments>http://pandugiha.wordpress.com/2011/03/31/ministerio-da-cultura-omite-a-verdade/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 31 Mar 2011 16:51:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pandugiha</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[MinC]]></category>
		<category><![CDATA[SecCulturaSP]]></category>

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		<description><![CDATA[A imagem é por minha conta, mas abaixo reproduzo e-mail enviado pela Secretaria de Estado da Cultura aos Pontos de Cultura conveniados em 2010 e com repasse de recursos pendente em 2011. Repito: a mensagem foi enviada por email oficial da Secretaria de Estado da Cultura e seu conteúdo questiona publicação do Site do Ministério [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pandugiha.wordpress.com&amp;blog=5009291&amp;post=297&amp;subd=pandugiha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A imagem é por minha conta, mas abaixo reproduzo e-mail enviado pela Secretaria de Estado da Cultura aos Pontos de Cultura conveniados em 2010 e com repasse de recursos pendente em 2011.</p>
<p>Repito: a mensagem foi enviada por email oficial da Secretaria de Estado da Cultura e seu conteúdo questiona publicação do Site do Ministério da Cultura com o título, em letras maiúsculas mesmo.  MINISTÉRIO DA CULTURA OMITE A VERDADE.  Reproduzo também os hyperlinks que vieram no email.</p>
<p>Ah, o crédito da imagem é neste link: <a href="http://www.cultura.gov.br/site/2009/01/05/mais-cultura-8/">http://pequenasdecisoes.blogspot.com/2010/05/as-discussoes-estupidas.html</a></p>
<p><a href="http://pandugiha.files.wordpress.com/2011/03/discussao.jpg"><img class="size-full wp-image-298 aligncenter" title="Discussao" src="http://pandugiha.files.wordpress.com/2011/03/discussao.jpg?w=655" alt=""   /></a></p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;- Mensagem encaminhada &#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>De: &lt;brodarte@sp.gov.br&gt;<br />
Data: 31 de março de 2011 12:09<br />
Assunto: MINISTÉRIO DA CULTURA OMITE A VERDADE<br />
Para:</p>
<p><span style="color:#ff9900;"><strong>MINISTÉRIO DA CULTURA OMITE A VERDADE</strong></span></p>
<p>Pelo presente, a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo responde à nota “Pontos de Cultura paulistas”, colocada no site do Ministério da Cultura.</p>
<p><span style="color:#ff9900;"><strong>Texto do MinC</strong>:</span> <em>“Hoje (29), a situação do convênio dos Pontos de Cultura de São Paulo (MinC e governo do Estado) foi regularizada, após a retomada da adimplência do Governo de São Paulo junto ao <a href="https://consulta.tesouro.fazenda.gov.br/cauc/index_regularidade.asp">Cadastro Único de Convênios – CAUC</a>.</em></p>
<p><em>A utilização de dados cruzados de diversos bancos de dados pelo sistema pode levar a inadimplências momentâneas. A situação não se relacionava ao <a href="http://www.cultura.gov.br/site/2009/01/05/mais-cultura-8/">convênio em vigor</a>. Como o cadastro é unificado, se um convênio está com problemas, todos os outros são paralisados até que a situação seja normalizada.”</em></p>
<p><span style="color:#ff9900;"><strong>Resposta da SEC</strong>:</span> O Ministério da Cultura nos comunicou sobre a pendência do Estado no CAUC em 18 de março. Alguns dias depois, simplesmente informou que não havia mais tal pendência. Não chegamos a constatar a pendência por aqui e as certidões de regularidade fiscal do Estado estavam em dia.</p>
<p><span style="color:#ff9900;"><strong>Texto do MinC</strong>:</span> <em>“Plano de trabalho &#8211; Outra razão para o atraso na transferência dos valores de convênio foi a alteração no número da conta bancária constante do Plano de Trabalho do convenente, o que levou a alterações no SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal).”</em></p>
<p><span style="color:#ff9900;"><strong>Resposta da SEC</strong>: </span>Nosso comunicado sobre a alteração da conta bancária foi feito ao Ministério em fevereiro de 2010. A partir daí, informamos repetidas vezes e de diferentes formas sobre a alteração. Inclusive a nossa prestação de contas, referente à 1º parcela recebida do Governo Federal, apresentou 300 ofícios, 300 comprovantes de transferência bancária e extratos com a informação da nova conta. A prestação de contas foi enviada ao MinC e aprovada, por isso supomos que tenha sido analisada para a liberação da 2º parcela, que está em pauta neste momento.</p>
<p>Mesmo com toda esta documentação enviada ao Ministério, a orientação de que era necessário solicitar a alteração da conta (e não somente informar) somente nos foi dada em fevereiro de 2011. Cabe ressaltar que o Concedente, portanto a União, tem como uma de suas atribuições orientar o Convenente, o Estado, sobre a execução do Convênio. Apesar de termos informado sobre a alteração no início de 2010, somente fomos orientados da necessidade do envio de uma solicitação de alteração em fevereiro de 2011.</p>
<p>Observamos também que após a orientação e a nossa solicitação formal de alteração da conta já se passaram quase dois meses e o Governo Federal ainda não conseguiu regularizar a situação junto ao seu sistema de controle/pagamento.</p>
<p><span style="color:#ff9900;"><strong>Texto do MinC</strong>:</span> <em>“Atualmente, o Estado de São Paulo encaminha alteração do mesmo Plano de Trabalho junto ao Sistema Integrado de Convênios do Governo Federal (SINCONV), onde detalha o novo cronograma de desembolso, prevendo a transferência de R$ 3 milhões ainda em março, e mais nove parcelas mensais de R$ 1 milhão.”</em></p>
<p><span style="color:#ff9900;"><strong>Resposta da SEC</strong>:</span> O SICONV é o Portal de Convênios criado e administrado pelo Governo Federal. O pagamento da 2º parcela por parte do Governo Federal não aconteceu no prazo correto, dezembro de 2009, por isso foi feita uma proposta de pagamento parcelado ao longo do ano de 2011. Mesmo o SICONV sendo um sistema do Governo Federal e a nova proposta ter partido do Governo Federal, foi solicitado a esta Secretaria que inserisse a proposta no SICONV.</p>
<p>Mesmo não vendo sentido nesta solicitação, em virtude do grande atraso que enfrentamos, não fizemos objeção e entramos no sistema para solicitar que o Ministério aprovasse uma proposta feita por eles mesmos. Nós cadastramos a proposta e enviamos para análise, como se nós pedíssemos para o MinC não pagar no ano correto, mas sim no ano seguinte e de forma parcelada.</p>
<p>Tivemos uma série de dificuldades com o sistema e seguíamos as orientações dadas pelos servidores do Ministério. Em determinado momento, não era possível dar continuidade aos trâmites, ninguém conseguia solucionar o impasse junto ao SICONV, inclusive o próprio Ministério. Horas depois, um dos servidores decidiu cadastrar a proposta diretamente, o que antes segundo o MinC não era possível fazer.</p>
<p><span style="color:#ff9900;"><strong>Texto do MinC</strong>:</span><em> “A proposta do MinC seria um repasse de R$ 1,7 milhão em março, R$ 1,3 milhão em abril, mais oito parcelas mensais de R$ 1 milhão – a partir de proposta apresentada por Pontos de Cultura paulistas em<a href="http://www.cultura.gov.br/site/2011/02/22/dialogo-aberto/"> reunião no dia 22 de março</a>.</em></p>
<p><em>Contudo, o Estado preferiu manter acordo estabelecido em  reunião com o Chefe da Representação de São Paulo do MinC (RRSP/MinC), Tadeu de Pietro, e Eduardo Chaves Ballarin (DGE/MinC), em São Paulo.”</em></p>
<p><span style="color:#ff9900;"><strong>Resposta da SEC</strong>:</span> A proposta do MinC em reunião presencial nesta Secretaria foi de repassar R$3 milhões em março e o restante dividido em parcelas de R$1 milhão até dezembro de 2011. A proposta foi apresentada aos Pontos de Cultura do Estado e aceita. O Estado de SP somente acatou uma proposta feita pelo MinC e aceita pelos Pontos de Cultura. Na ocasião, deixamos claro que aceitaríamos a decisão dos Pontos, seja ela qual fosse. A decisão foi aceitar o parcelamento ao longo do ano todo.</p>
<p>Na sequência, o MinC nos enviou uma Minuta de Aditivo ao Convênio. A Minuta estava totalmente errada, cabendo ao Ministério repassar ao Estado 2 parcelas de R$12 milhões e cabendo ao Estado dar como contrapartida 4 parcelas de R$6 milhões. (Segundo o Convênio, a União se compromete a repassar ao Estado 3 parcelas de R$12 milhões e ao Estado cabe, como contrapartida, 3 parcelas de R$6 milhões. De acordo com a 1º Minuta, o MinC não faria um dos repasses e a SEC faria um a mais.</p>
<p>Passado um tempo de discussão, o Ministério enviou nova Minuta, desta vez correta. Imediatamente encaminhamos o documento para análise da nossa Consultoria Jurídica. Conseguimos aprovar o documento internamente em curto prazo. Enviamos o Aditivo assinado ao Ministério, que levou um tempo para encontrá-lo junto ao seu protocolo.</p>
<p>Dias depois, nos foi informado que o repasse se daria de forma diferente: R$3 milhões em março, R$1,7 mi em abril, R$1,3 mi em maio e o restante em parcelas de R$1 milhão até novembro. (A nota no site do Ministério não está correta, reparem que no mês de março não consta R$3 milhões, mas sim R$1,7 mi. Segundo a nota, a soma das parcelas totaliza R$11 milhões e não R$12 milhões que é o correto.).</p>
<p>Ou seja, o Aditivo ao Convênio que havia acabado de ser assinado não tinha mais validade. O Ministério fez a proposta, redigiu o Aditivo e alguns dias depois, após assinado e publicado tal Aditivo, nos informa que a proposta foi modificada. A proposta não se manteve vigente ao menos por um mês. Solicitamos ao MinC que formalizasse a nova proposta. Um novo acordo implicaria em novo Aditamento, que teria que passar novamente pela Consultoria Jurídica do Ministério e posteriormente pela da SEC, o que levaria 30 dias adicionais. No entanto, a formalização não aconteceu; o Ministério entrou em contato conosco informando que valeria o Aditivo assinado inicialmente.</p>
<p><span style="color:#ff9900;"><strong>Texto do MinC</strong>: </span><em>“Acertadas as pendências, o prazo para o depósito bancário deve ser de 48 horas.”</em></p>
<p><span style="color:#ff9900;"><strong>Resposta da SEC:</strong> </span>Agora nós perguntamos quais são as pendências atuais e o porquê de tamanha demora para realizar trâmites internos. Observamos que a regularização da conta e do SICONV poderiam ter sido feitas paralelamente à assinatura do Aditivo, mas não foi assim que aconteceu. A cada passo concluído por nós, o Ministério apresentava uma nova tarefa. Em momento algum, foram apresentados os trâmites necessários de uma única vez.</p>
<p>Todo este relato pode ser comprovado através de ofícios e e-mails enviados ao Ministério da Cultura. Reforçamos nosso compromisso com a Rede de Pontos de Cultura do Estado de São Paulo e nos responsabilizamos mais uma vez por repassar o recurso aos Pontos de Cultura em até 15 dias após o recebimento do recurso Federal.</p>
<p><strong>Secretaria de Estado da Cultura</strong></p>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:344px;width:1px;height:1px;overflow:hidden;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><strong>MINISTÉRIO DA CULTURA OMITE A VERDADE</strong></span>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Pelo presente, a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo responde à nota “Pontos de Cultura paulistas”, colocada no site do Ministério da Cultura. </span><br />
<span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><strong>Texto do MinC:</strong> <em>“Hoje (29), a situação do convênio dos Pontos de Cultura de São Paulo (MinC e governo do Estado) foi regularizada, após a retomada da adimplência do Governo de São Paulo junto ao </em></span><a href="https://consulta.tesouro.fazenda.gov.br/cauc/index_regularidade.asp" target="_blank"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><em><span style="text-decoration:underline;">Cadastro Único de Convênios – CAUC</span></em></span></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><em>.</em></span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><em>A utilização de dados cruzados de diversos bancos de dados pelo sistema pode levar a inadimplências momentâneas. A situação não se relacionava ao </em></span><a href="http://www.cultura.gov.br/site/2009/01/05/mais-cultura-8/" target="_blank"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><em><span style="text-decoration:underline;">convênio em vigor</span></em></span></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><em>. Como o cadastro é unificado, se um convênio está com problemas, todos os outros são paralisados até que a situação seja normalizada.”</em></span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><strong>Resposta da SEC:</strong> O Ministério da Cultura nos comunicou sobre a pendência do Estado no CAUC em 18 de março. Alguns dias depois, simplesmente informou que não havia mais tal pendência. Não chegamos a constatar a pendência por aqui e as certidões de regularidade fiscal do Estado estavam em dia.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><strong>Texto do MinC:</strong> <em>“Plano de trabalho &#8211; Outra razão para o atraso na transferência dos valores de convênio foi a alteração no número da conta bancária constante do Plano de Trabalho do convenente, o que levou a alterações no SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal).”</em></span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><strong>Resposta da SEC:</strong> Nosso comunicado sobre a alteração da conta bancária foi feito ao Ministério em fevereiro de 2010. A partir daí, informamos repetidas vezes e de diferentes formas sobre a alteração. Inclusive a nossa prestação de contas, referente à 1º parcela recebida do Governo Federal, apresentou 300 ofícios, 300 comprovantes de transferência bancária e extratos com a informação da nova conta. A prestação de contas foi enviada ao MinC e aprovada, por isso supomos que tenha sido analisada para a liberação da 2º parcela, que está em pauta neste momento.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Mesmo com toda esta documentação enviada ao Ministério, a orientação de que era necessário solicitar a alteração da conta (e não somente informar) somente nos foi dada em fevereiro de 2011. Cabe ressaltar que o Concedente, portanto a União, tem como uma de suas atribuições orientar o Convenente, o Estado, sobre a execução do Convênio. Apesar de termos informado sobre a alteração no início de 2010, somente fomos orientados da necessidade do envio de uma solicitação de alteração em fevereiro de 2011.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Observamos também que após a orientação e a nossa solicitação formal de alteração da conta já se passaram quase dois meses e o Governo Federal ainda não conseguiu regularizar a situação junto ao seu sistema de controle/pagamento.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><strong>Texto do MinC:</strong> <em>“Atualmente, o Estado de São Paulo encaminha alteração do mesmo Plano de Trabalho junto ao Sistema Integrado de Convênios do Governo Federal (SINCONV), onde detalha o novo cronograma de desembolso, prevendo a transferência de R$ 3 milhões ainda em março, e mais nove parcelas mensais de R$ 1 milhão.”</em></span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><strong>Resposta da SEC:</strong> O SICONV é o Portal de Convênios criado e administrado pelo Governo Federal. O pagamento da 2º parcela por parte do Governo Federal não aconteceu no prazo correto, dezembro de 2009, por isso foi feita uma proposta de pagamento parcelado ao longo do ano de 2011. Mesmo o SICONV sendo um sistema do Governo Federal e a nova proposta ter partido do Governo Federal, foi solicitado a esta Secretaria que inserisse a proposta no SICONV. </span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Mesmo não vendo sentido nesta solicitação, em virtude do grande atraso que enfrentamos, não fizemos objeção e entramos no sistema para solicitar que o Ministério aprovasse uma proposta feita por eles mesmos. Nós cadastramos a proposta e enviamos para análise, como se nós pedíssemos para o MinC não pagar no ano correto, mas sim no ano seguinte e de forma parcelada.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Tivemos uma série de dificuldades com o sistema e seguíamos as orientações dadas pelos servidores do Ministério. Em determinado momento, não era possível dar continuidade aos trâmites, ninguém conseguia solucionar o impasse junto ao SICONV, inclusive o próprio Ministério. Horas depois, um dos servidores decidiu cadastrar a proposta diretamente, o que antes segundo o MinC não era possível fazer.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><strong>Texto do MinC:</strong> <em>“A proposta do MinC seria um repasse de R$ 1,7 milhão em março, R$ 1,3 milhão em abril, mais oito parcelas mensais de R$ 1 milhão – a partir de proposta apresentada por Pontos de Cultura paulistas em </em></span><a href="http://www.cultura.gov.br/site/2011/02/22/dialogo-aberto/" target="_blank"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><em><span style="text-decoration:underline;">reunião no dia 22 de março</span></em></span></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><em>.</em></span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><em>Contudo, o Estado preferiu manter acordo estabelecido em  reunião com o Chefe da Representação de São Paulo do MinC (RRSP/MinC), Tadeu de Pietro, e Eduardo Chaves Ballarin (DGE/MinC), em São Paulo.”</em></span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><strong>Resposta da SEC:</strong> A proposta do MinC em reunião presencial nesta Secretaria foi de repassar R$3 milhões em março e o restante dividido em parcelas de R$1 milhão até dezembro de 2011. A proposta foi apresentada aos Pontos de Cultura do Estado e aceita. O Estado de SP somente acatou uma proposta feita pelo MinC e aceita pelos Pontos de Cultura. Na ocasião, deixamos claro que aceitaríamos a decisão dos Pontos, seja ela qual fosse. A decisão foi aceitar o parcelamento ao longo do ano todo.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Na sequência, o MinC nos enviou uma Minuta de Aditivo ao Convênio. A Minuta estava totalmente errada, cabendo ao Ministério repassar ao Estado 2 parcelas de R$12 milhões e cabendo ao Estado dar como contrapartida 4 parcelas de R$6 milhões. (Segundo o Convênio, a União se compromete a repassar ao Estado 3 parcelas de R$12 milhões e ao Estado cabe, como contrapartida, 3 parcelas de R$6 milhões. De acordo com a 1º Minuta, o MinC não faria um dos repasses e a SEC faria um a mais.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Passado um tempo de discussão, o Ministério enviou nova Minuta, desta vez correta. Imediatamente encaminhamos o documento para análise da nossa Consultoria Jurídica. Conseguimos aprovar o documento internamente em curto prazo. Enviamos o Aditivo assinado ao Ministério, que levou um tempo para encontrá-lo junto ao seu protocolo.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Dias depois, nos foi informado que o repasse se daria de forma diferente: R$3 milhões em março, R$1,7 mi em abril, R$1,3 mi em maio e o restante em parcelas de R$1 milhão até novembro. (A nota no site do Ministério não está correta, reparem que no mês de março não consta R$3 milhões, mas sim R$1,7 mi. Segundo a nota, a soma das parcelas totaliza R$11 milhões e não R$12 milhões que é o correto.). </span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Ou seja, o Aditivo ao Convênio que havia acabado de ser assinado não tinha mais validade. O Ministério fez a proposta, redigiu o Aditivo e alguns dias depois, após assinado e publicado tal Aditivo, nos informa que a proposta foi modificada. A proposta não se manteve vigente ao menos por um mês. Solicitamos ao MinC que formalizasse a nova proposta. Um novo acordo implicaria em novo Aditamento, que teria que passar novamente pela Consultoria Jurídica do Ministério e posteriormente pela da SEC, o que levaria 30 dias adicionais. No entanto, a formalização não aconteceu; o Ministério entrou em contato conosco informando que valeria o Aditivo assinado inicialmente.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><strong>Texto do MinC:</strong> <em>“Acertadas as pendências, o prazo para o depósito bancário deve ser de 48 horas.”</em></span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><strong>Resposta da SEC:</strong> Agora nós perguntamos quais são as pendências atuais e o porquê de tamanha demora para realizar trâmites internos. Observamos que a regularização da conta e do SICONV poderiam ter sido feitas paralelamente à assinatura do Aditivo, mas não foi assim que aconteceu. A cada passo concluído por nós, o Ministério apresentava uma nova tarefa. Em momento algum, foram apresentados os trâmites necessários de uma única vez.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Todo este relato pode ser comprovado através de ofícios e e-mails enviados ao Ministério da Cultura. Reforçamos nosso compromisso com a Rede de Pontos de Cultura do Estado de São Paulo e nos responsabilizamos mais uma vez por repassar o recurso aos Pontos de Cultura em até 15 dias após o recebimento do recurso Federal.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><strong>Secretaria de Estado da Cultura</strong></span></p>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pandugiha.wordpress.com/297/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pandugiha.wordpress.com/297/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pandugiha.wordpress.com/297/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pandugiha.wordpress.com/297/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pandugiha.wordpress.com/297/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pandugiha.wordpress.com/297/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pandugiha.wordpress.com/297/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pandugiha.wordpress.com/297/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pandugiha.wordpress.com/297/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pandugiha.wordpress.com/297/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pandugiha.wordpress.com/297/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pandugiha.wordpress.com/297/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pandugiha.wordpress.com/297/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pandugiha.wordpress.com/297/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pandugiha.wordpress.com&amp;blog=5009291&amp;post=297&amp;subd=pandugiha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Discussao</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Maria Bethânia e o imbróglio do MinC</title>
		<link>http://pandugiha.wordpress.com/2011/03/18/maria-bethania-e-o-imbroglio-do-minc/</link>
		<comments>http://pandugiha.wordpress.com/2011/03/18/maria-bethania-e-o-imbroglio-do-minc/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 Mar 2011 14:22:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pandugiha</dc:creator>
				<category><![CDATA[textos]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[MinC]]></category>
		<category><![CDATA[pandugiha]]></category>

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		<description><![CDATA[A notícia da semana é o projeto aprovado junto à Lei Rouanet para a montagem de um blog que irá hospedar 365 videos, produzidos por Andrucha Waddington, em que Maria Bethânia irá declamar poesias.  Com valor de captação de R$1,3MM o tema criou muita confusão, virou trend topic no twitter e multiplicam-se as mensagens em [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pandugiha.wordpress.com&amp;blog=5009291&amp;post=287&amp;subd=pandugiha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;"><a href="http://pandugiha.files.wordpress.com/2011/03/imbroglio.jpg"><img class="size-full wp-image-288 alignleft" title="imbroglio" src="http://pandugiha.files.wordpress.com/2011/03/imbroglio.jpg?w=655" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:left;">A notícia da semana é o projeto aprovado junto à Lei Rouanet para a montagem de um blog que irá hospedar 365 videos, produzidos por Andrucha Waddington, em que Maria Bethânia irá declamar poesias.  Com valor de captação de R$1,3MM o tema criou muita confusão, virou <em>trend topic</em> no twitter e multiplicam-se as mensagens em grupos de emails e blogs, mas tudo muito mal explicado e com argumentos rasos.</p>
<p>Primeiramente foi divulgado que o valor do projeto era para a criação de um blog, uma inverdade, já que o grande custo do projeto é a produção audiovisual.  Depois houve outra grande movimentação de críticas que diziam ser muito caro o custo de aproximadamente R$3.500 / video, mostrando total desconhecimento do mercado.  Por fim uma publicação do MinC tentando justificar a aprovação e confundindo as leis de incentivo federais, que deixa claro, mais uma vez, que a atual equipe no comando do minisério não tem nenhuma afinidade com a pasta que comanda.</p>
<p>O que realmente chama a atenção é que temos uma grande quantidade de pseudo-produtores culturais que colocam o seu ponto de vista de modo a desvalorizar a cadeia produtiva da cultura, o que tem impacto sobre o seus próprios trabalhos, já que banalizam o valor imaterial das obras e questionam o acúmulo de uma artista que há décadas está no mercado com reconhecimento internacional.  Quanto ao Ministério da Cultura, este equívoco apenas soma-se a outros acumulados neste princípio de 2011 antes mesmo de completarem-se os primeiros 100 dias de gestão.</p>
<p>A discussão em torno da cultura sempre foi corporativista.  Críticos são os que não conseguem captar recursos, mas basta conseguirem uma boquinha que logo se tornam árduos defensores do sistema.</p>
<p>Preocupante é a falta de um debate qualificado em torno do processo cultural, suas cadeias produtivas e dos valores imateriais associados aos bens culturais; temas de suma importância para o avanço de políticas publicas e do aprimoramento estético de linguagens.  O cenário dos próximos 4 anos de gestão do MinC é desafiador e a confiança na capacidade dos gestores públicos é muito pequena.</p>
<p>&#8220;<em>A coisa tá feia, a coisa tá preta&#8230; quem não for filho de Deus, tá na unha do capeta</em>&#8221; &#8211; Tião Carreiro e Pardinho</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pandugiha.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pandugiha.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pandugiha.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pandugiha.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pandugiha.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pandugiha.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pandugiha.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pandugiha.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pandugiha.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pandugiha.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pandugiha.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pandugiha.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pandugiha.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pandugiha.wordpress.com/287/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pandugiha.wordpress.com&amp;blog=5009291&amp;post=287&amp;subd=pandugiha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Pontos de Cultura: Independência ou Morte?</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Mar 2011 15:53:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pandugiha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dentre as muitas confusões do Ministério da Cultura na transição para o governo da presidenta Dilma Roussef está a dívida da Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural com o programa Cultura Viva,  que acumula editais não contratados e contratos não cumpridos retroativos até o ano de 2009, com grande impacto a centenas de instituições da [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pandugiha.wordpress.com&amp;blog=5009291&amp;post=278&amp;subd=pandugiha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://pandugiha.files.wordpress.com/2011/03/culturaviva-logo.jpg"><img class="size-full wp-image-282 aligncenter" title="CulturaViva-logo" src="http://pandugiha.files.wordpress.com/2011/03/culturaviva-logo.jpg?w=655" alt=""   /></a></p>
<p>Dentre as muitas confusões do Ministério da Cultura na transição para o governo da presidenta Dilma Roussef está a dívida da Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural com o programa Cultura Viva,  que acumula editais não contratados e contratos não cumpridos retroativos até o ano de 2009, com grande impacto a centenas de instituições da sociedade civil distribuídas em todo o território nacional.</p>
<p>Em artigo <a title="Site MinC" href="http://bit.ly/eY9D5v">publicado em seu site</a> (14/3), o Ministério parece estar equacionando os problemas, mas o que chama a atenção no trato da equipe de transição é a clara ruptura com os fundamentos que alicerçaram a compreensão da Cultura e orientaram a linha de atuação da pasta no governo anterior, evidente na linguagem utilizada nos momentos de comunicação com a população.</p>
<p>A dificuldade em lidar com o tema do direito autoral é ocasionado exatamente por falta de vocabulário para discorrer sobre o tema e que trata-se de uma pauta  bastante específica que necessita de uma linguagem adequada.  Um exemplo é a necessidade de utilizarmos termos em inglês, como o <em>copyright</em>,<em> Remix </em>ou Creative Commons, amplamente difundidos pelo debate público.</p>
<p>Mais uma vez ficamos com a sensação de que esta gestão do MinC quer deixar sua marca individual e que tem em sua equipe uma série pessoas que estão alinhadas em dissonância dos valores que orientavam a estratégia de atuação do ministério.  O termo &#8220;economia criativa&#8221; tem predominado na nuvem de tags discursivas da atual equipe, no entanto sua força comunicativa é vazia por não ser preenchido com a linguagem que fora construída ao longo de oito anos, que prezava pela colaboração, a formação de redes e a diversidade cultural brasileira.</p>
<p>É compreensivo que o programa Cultura Viva não atingiu seu objetivo de construir uma articulação em rede eficientes e que as comissões &#8211; estrutura de governança da rede de Pontos de Cultura &#8211; não funcionam, mas muitos avanços foram construídos e isso também é inegável.  O programa conseguiu abranger de forma bem sucedida uma grande amostra da diversidade cultural brasileira, propiciou a difusão dos valores da colaboração e importantes micro-redes foram criadas dentro do universo de mais de 2500 instituições culturais.</p>
<p>Ou a sociedade civil pressiona seus parlamentares para a aprovação da proposta de lei Cultura Viva ou, acredito, correremos o sério risco de perdermos a importante inércia criada de mobilização e acúmulo de debate de oito anos de esforços, em mais uma amostra do descaso público frente ao importante patrimônico cultural brasileiro.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pandugiha.wordpress.com/278/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pandugiha.wordpress.com/278/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pandugiha.wordpress.com/278/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pandugiha.wordpress.com/278/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pandugiha.wordpress.com/278/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pandugiha.wordpress.com/278/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pandugiha.wordpress.com/278/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pandugiha.wordpress.com/278/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pandugiha.wordpress.com/278/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pandugiha.wordpress.com/278/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pandugiha.wordpress.com/278/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pandugiha.wordpress.com/278/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pandugiha.wordpress.com/278/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pandugiha.wordpress.com/278/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pandugiha.wordpress.com&amp;blog=5009291&amp;post=278&amp;subd=pandugiha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A nova gestão do ministério da cultura e os direitos autorais</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Feb 2011 23:33:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pandugiha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A transição ocorrida no Ministério da Cultura, agora sub a gestão de Ana de Hollanda, trouxe muito ruído consigo pelo modo abrupto como foi executada a retirada da licença Creative Commons de seu site oficial, ainda em janeiro, mal finalizada a constituição do quadro de secretários; uma medida com este peso político gerou muita especulação [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pandugiha.wordpress.com&amp;blog=5009291&amp;post=273&amp;subd=pandugiha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.fabiomalini.com/wp-content/uploads/2011/02/Sou-MInCC.jpg" alt="" width="238" height="337" /><br />
A transição ocorrida no Ministério da Cultura, agora sub a gestão de Ana de Hollanda, trouxe muito ruído consigo pelo modo abrupto como foi executada a retirada da licença Creative Commons de seu site oficial, ainda em janeiro, mal finalizada a constituição do quadro de secretários; uma medida com este peso político gerou muita especulação em torno do tema.<br />
Passado um tempo do ocorrido ainda não sei o quanto esta atitude foi tomada como um enfrentamento ao movimento de livre abertura dos conteúdos, com forte base no PT, ou se foi mera ingenuidade da ministra que mostrou desconhecimento total do tema.<br />
No momento a pauta da nova gestão do Ministério da Cultura é a &#8220;Economia Criativa&#8221;, mas tudo o que ouço falarem as autoridades diz respeito à financiamento e não ao enfrentamento orgânico da questão.  É orgânico por necessitar de um olhar sistêmico das cadeias produtivas que têm potencial de complementariedade e gerem valor mutuamente.  Esta não é tarefa simples, mas também não é nada novo na gestão empresarial, já que o modelo toyota já agregava ao redor seus fornecedores para ganho de eficiencia de compras.<br />
O desafio é não criar a centralidade entre os grupos, mas que seja possível que todos assumam o protagonismo na inovação.  Para isso acontecer a política de gestão de propriedade intelectual deve ser muito bem definida para sustentar seu modelo de negócio.<br />
O que quer dizer o ministério eu não sei, mas a fraca argumentação que o departamento jurídico do ministério diz inexistir um contrato para o suporte de &#8216;tal licença estrangeira&#8217; não colou.<br />
A propriedade intelectual está na base da inovação e se, aparentemente, ninguém no ministério assumir a interlocução corremos o risco de mais quatro anos de atraso na cultura enquanto política de governo no Brasil.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pandugiha.wordpress.com/273/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pandugiha.wordpress.com/273/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pandugiha.wordpress.com/273/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pandugiha.wordpress.com/273/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pandugiha.wordpress.com/273/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pandugiha.wordpress.com/273/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pandugiha.wordpress.com/273/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pandugiha.wordpress.com/273/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pandugiha.wordpress.com/273/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pandugiha.wordpress.com/273/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pandugiha.wordpress.com/273/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pandugiha.wordpress.com/273/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pandugiha.wordpress.com/273/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pandugiha.wordpress.com/273/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pandugiha.wordpress.com&amp;blog=5009291&amp;post=273&amp;subd=pandugiha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Os dilemas do trabalho no limiar do século 21</title>
		<link>http://pandugiha.wordpress.com/2009/09/28/os-dilemas-do-trabalho-no-limiar-do-seculo-21/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 22:34:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pandugiha</dc:creator>
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		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[contemporaneo]]></category>
		<category><![CDATA[OutroAutor]]></category>
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		<description><![CDATA[Do subemprego à exploração infantil, a situação contemporânea do trabalho exige uma reflexão à altura daquela relacionada ao meio ambiente Dossiê: Ricardo Antunes &#124; Revista CULT 139 ____hyperlink Se há um tema que está sempre presente nos debates atuais, junto com a destruição ambiental, esse tema é o do trabalho e seu corolário, o desemprego. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pandugiha.wordpress.com&amp;blog=5009291&amp;post=262&amp;subd=pandugiha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></div>
<div><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></div>
<div>
<p><em>Do subemprego à exploração infantil, a situação contemporânea do trabalho exige uma reflexão à altura daquela relacionada ao meio ambiente</em></p>
<p>Dossiê: Ricardo Antunes | Revista CULT 139 ____<a href="http://revistacult.uol.com.br/novo/dossie.asp?edtCode=405A8403-AD34-47FE-9051-22017E8B23A9&amp;nwsCode=4040883E-14AA-4F59-ADE4-EB635DFCBF19" target="_blank">hyperlink</a></p>
<p>Se há um tema que está sempre presente nos debates atuais, junto com a destruição ambiental, esse tema é o do trabalho e seu corolário, o desemprego. Isso porque também não há nenhum país que, em alguma medida, não esteja vivenciando o desmoronamento do trabalho.</p>
<p>Em plena eclosão da mais recente crise financeira, estamos constatando a corrosão do trabalho contratado, a erosão do emprego regulamentado, que foi dominante no século 20 e que está sendo substituído pelas diversas formas alternativas de trabalho e subtrabalho, de que são exemplo o &#8220;empreendedorismo&#8221;, o &#8220;trabalho voluntário&#8221;, o &#8220;cooperativismo&#8221;, modalidades que frequentemente &#8220;substituem&#8221; o trabalho formal, gerando novos e velhos mecanismos de intensificação e mesmo autoexploração do trabalho.</p>
<p>Os modos de precarização do trabalho, o avanço tendencial da informalidade, o desemprego dos imigrantes, tudo isso acentua o tamanho da tragédia social em que estamos envolvidos. O emprego assalariado formal, modalidade de trabalho dominante no capitalismo da era taylorista e fordista, que magistralmente Chaplin satirizou em Tempos modernos, está se exaurindo e sendo substituído por formas de trabalho que em alguns casos se assemelham às da fase que marcou o início da Revolução Industrial. Senão, como explicar, em pleno século 21, as jornadas de trabalho que, em São Paulo, chegam a 17 horas por dia? Tudo isso nos obriga a refletir: que trabalho queremos, de que trabalho necessitamos?</p>
<h3>Trabalho como atividade vital</h3>
<p>Aqui, devemos fazer uma pequena digressão. Sabemos que o trabalho, concebido como atividade vital, nasceu sob o signo da contradição. Desde o primeiro momento, foi capaz de plasmar a própria sociabilidade humana, por meio da criação de bens materiais e simbólicos socialmente vitais e necessários. Mas também trouxe dentro dele, desde seus primeiros passos, a marca do sofrimento, da servidão e da sujeição. Ao mesmo tempo em que expressa o momento da potência e da criação, o trabalho também se originou nos meandros do &#8221; tripalium&#8221;, instrumento de punição e tortura.</p>
<p>Se era, para muitos, dotado de uma ética positiva (ver as análises de Weber), própria do mundo dos negócios (cujo significado etimológico é negar o ócio), para outros, ao contrário, tornou-se um não valor, estampado na magistral síntese de Marx: &#8220;Se pudessem, os trabalhadores fugiriam do trabalho como se foge de uma peste!&#8221;.</p>
<p>Mas o século 20 moldou-se pela estruturação da chamada sociedade do trabalho, em que desde muito cedo fomos educados para o princípio fundante do trabalho. Esse cenário começou a ruir, no entanto, a partir dos últimos 20 anos. Tragicamente, quanto mais a população vem aumentando, menor é a capacidade de incorporar os jovens ao mercado de trabalho. Esta é a situação que vivenciamos hoje: não encontramos empregos para aqueles que dele necessitam para sobreviver e os que ainda estão empregados em geral trabalham muito e não ficam um dia sem pensar no risco do desemprego. Esse medo ocorre não só na base dos assalariados, pois essa tendência cada vez mais avança na ponta da pirâmide social, chegando até os gestores.</p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<div><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></div>
<div><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"></p>
<div>
<table style="border-collapse:collapse;margin:2px;" border="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td>
<p align="center"><span style="font-size:8pt;color:#a9a9a9;">Foto: Creative Commons</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p align="center"><span style="font-size:8pt;color:#a9a9a9;"> <img src="http://revistacult.uol.com.br/website/images/website/dossie_ricardo-antunes.jpg" border="0" alt="" align="middle" /></span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<div><span style="font-size:8pt;color:#a9a9a9;">Outro lado: relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT)</span></div>
<div><span style="font-size:8pt;color:#a9a9a9;">projeta mais de 50 milhões de desempregados em 2009</span></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p></span></div>
<h3><strong>Desemprego</strong></h3>
<p>Uma rápida consulta aos dados acerca do desemprego mundial é esclarecedora. A Organização Internacional do Trabalho (OIT), em recente relatório, projetou mais de 50 milhões de desempregados ao longo deste ano de 2009, em consequência da intensificação da crise que atingiu especialmente os países do Norte. A mesma OIT acrescentou ainda que aproximadamente 1,5 bilhão de trabalhadores sofrerão redução em seus salários ( Relatório mundial sobre salários 2008 &#8211; 2009).</p>
<p>Na China, país que mais intensamente cresceu na última década, com quase 1 bilhão de trabalhadores, cerca de 26 milhões de trabalhadores que migraram do campo para as cidades perderam seus empregos, gerando a onda de revoltas a que assistimos atualmente.</p>
<p>A América Latina também não ficou de fora desse cenário: a mesma OIT antecipou que, dada a ampliação da crise, &#8220;até 2,4 milhões de pessoas poderão entrar nas filas do desemprego regional em 2009&#8243;, somando-se aos quase 16 milhões hoje desempregados, sem falar do &#8220;desemprego oculto&#8221; e outros mecanismos que mascaram as taxas reais de desemprego ( Panorama laboral para América Latina e Caribe, janeiro de 2009 ).</p>
<h3>No limite da degradação</h3>
<p>Dentro de um contexto marcado por uma profunda crise estrutural, ampliam-se, portanto, as formas de aviltamento do trabalho.</p>
<table style="border-collapse:collapse;margin:2px;" border="0" cellspacing="2" cellpadding="2" align="right">
<tbody>
<tr>
<td>
<p align="center"><span style="font-size:8pt;color:#a9a9a9;">Foto: Creative Commons</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p align="right"><span style="font-size:8pt;color:#a9a9a9;"> <img src="http://revistacult.uol.com.br/website/images/website/dossie_ricardo-antunes2.jpg" border="0" alt="" align="right" /></span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<div><span style="font-size:8pt;color:#a9a9a9;">Degradação: trabalhadores </span> <span style="font-size:8pt;color:#a9a9a9;">imigrantes em</span></div>
<div><span style="font-size:8pt;color:#a9a9a9;">jornadas que atingem até 17 horas diárias</span></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Foto: Creative Commons</p>
<p>Degradação: trabalhadores imigrantes em</p>
<p>jornadas que atingem até 17 horas diárias</p>
<p>Os exemplos são abundantes e o espaço aqui seria por demais limitado. Mas podemos emblematicamente apresentar alguns casos mais expressivos.</p>
<p>A cada dia vemos mais e mais exemplos de trabalho escravo no campo; nos agronegócios do açúcar, no etanol de Lula, cortar mais de 10 toneladas de cana por dia é a média por baixo, low profile. No norte do país esse número pode chegar a até 18 toneladas diárias.</p>
<p>Em São Paulo, não é difícil localizar a degradação dos trabalhadores imigrantes, como os bolivianos, subempregados nas empresas de confecção, com jornadas que atingem até 17 horas diárias, configurando uma modalidade de trabalho no limite da condição degradante. E os exemplos se esparramam por todas as partes do mundo: chicanos (EUA), dekasseguis (Japão), gastarbeiters (Alemanha), lavoro nero (Itália) etc.</p>
<p>No Japão, jovens operários migram em busca de trabalho nas cidades e dormem em cápsulas de vidro do tamanho de um caixão. Configuram o que já chamei de operários encapsulados. Na América Latina, trabalhadoras domésticas chegam a trabalhar 90 horas por semana, tendo não mais que um dia de folga ao mês, conforme lembrou Mike Davis em seu Planeta favela (Boitempo, 2006).</p>
<p>Se, no século passado, os povos do Norte migraram em massa para o Sul do mundo (como os italianos, alemães, portugueses, espanhóis, tão bem acolhidos no Brasil), estamos presenciando o exato inverso. Nesse sentido, exemplos recentes na Espanha, nos EUA e na Inglaterra, contra os brasileiros, são por demais expressivos.</p>
<p>Outra manifestação, ainda que diferenciada, é também esclarecedora: trabalhadores britânicos em greve, no início de 2009, empunhavam um cartaz que dizia: &#8220;Empreguem primeiro os trabalhadores britânicos&#8221;, em manifestação contrária à contratação de italianos e portugueses. Se é justíssima a reivindicação de salário igual para trabalho igual, para se contrapor à tendência destrutiva dos capitais de explorar o imigrante carente de trabalho, é repulsiva a manifestação que estampe qualquer traço xenófobo contra trabalhadores imigrantes.</p>
<p>O fenômeno é curioso: em plena apologética da assim chamada &#8220;globalização&#8221;, os capitais transnacionais podem fluir e viajar livremente, enquanto o trabalho imigrante encontra-se cada vez mais cerceado e tolhido. Talvez pudéssemos dizer que, enquanto os capitais transnacionais são livres em seus voos e saques, os trabalhadores imigrantes devem se manter cativos.</p>
<h3>O trabalho jovem</h3>
<p>São essas algumas das forças que moldam o mundo do trabalho hoje. Mas existe ainda um outro ponto &#8211; dentre tantos &#8211; que podemos lembrar, para concluir. Sendo a CULT uma publicação que tem nos jovens um público importante, vale a pena fazer uma nota geracional: poucos jovens hoje conseguem emprego nas carreiras que escolheram. Quando têm qualificação, perambulam de um emprego a outro até chegar &#8211; se conseguirem &#8211; ao que pretendiam inicialmente. Quando lhes falta o capital cultural, aí a empreitada é mais difícil. Para conseguir emprego, são &#8220;obrigados&#8221; a realizar trabalhos &#8220;voluntários&#8221;. Ou o que é ainda mais frequente: a explosão do trabalho do estagiário, que se converte em um trabalho efetivo com sub-remuneração.</p>
<p>Se a ordem societal dominante dificulta o acesso dos jovens em idade de trabalhar, ela inclui, por outro lado, precoce e criminosamente crianças no mercado de trabalho, não somente no Sul, mas também nos países capitalistas avançados. Pouco importa que o trabalho hoje seja supérfluo e que centenas de milhões de assalariados em idade de trabalho se encontrem em desemprego estrutural. Os capitais globais frequentemente recorrem ao corpo produtivo das crianças, que deveriam estar exercitando seu corpo brincante (na conceitualização de Maurício da Silva). E esse retrato se amplia quando estudamos a produção de sisal, de têxtil e confecções, calçados, cana-de-açúcar, carvoarias, pedreiras, olarias, emprego doméstico etc.</p>
<p>Por fim, outra contradição social cada vez mais vital: se os empregos se reduzem, aumentam os índices de desemprego, empobrecimento e miserabilidades social &#8211; realidade em que bilhões hoje vivem com menos de 2 dólares por dia. Se, como resposta, os capitais globais e suas transnacionais recuperarem os níveis de crescimento, como fez a China na última década, o aquecimento global nos converterá no mundo da torrefação. Trabalho e aquecimento global serão, portanto, os grandes dilemas do século 21.</p>
</div>
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		<title>Yochai Benkler: Open-source economics</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 22:45:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pandugiha</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://pandugiha.wordpress.com/2009/09/08/yochai-benkler-open-source-economics/"><img src="http://img.youtube.com/vi/NgYE75gkzkM/2.jpg" alt="" /></a></span>
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		<title>entrevista: Michele Marzano</title>
		<link>http://pandugiha.wordpress.com/2009/08/16/entrevista-michele-marzano/</link>
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		<pubDate>Sun, 16 Aug 2009 15:31:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pandugiha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[OutroAutor]]></category>

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		<description><![CDATA[Michela Marzano pesquisa a pornografia, o &#8220;management&#8221; e o &#8220;coaching&#8221; &#8220;Tenho 39 anos. Sou pesquisadora no Centre National de la Recherche Scientifique. Sou crente não praticante. A pornografia e a autoajuda coincidem ao servirem-se da ilusão de liberdade individual para perpetuar a exploração das pessoas por outras pessoas. Colaboro com o CCCB [Centro de Cultura [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pandugiha.wordpress.com&amp;blog=5009291&amp;post=248&amp;subd=pandugiha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Michela Marzano pesquisa a pornografia, o &#8220;management&#8221; e o &#8220;coaching&#8221;</em></p>
<p>&#8220;Tenho 39 anos. Sou pesquisadora no Centre National de la Recherche Scientifique. Sou crente não praticante. A pornografia e a autoajuda coincidem ao servirem-se da ilusão de liberdade individual para perpetuar a exploração das pessoas por outras pessoas. Colaboro com o CCCB [Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona].&#8221;</p>
<p>Vivemos o melhor momento para desmascarar o embuste dos livros de gerenciamento pessoal, autoajuda, coaching&#8230;</p>
<p><span style="color:#ffff99;"><strong>Por que agora?<br />
Michele Marzano:</strong> </span>As crises evidenciam que nem sempre você pode ter o que quer, pois por mais que você queira, não conseguirá nada se antes não revelarmos que as regras do jogo da economia são enganosas, produzem desigualdade e punem a maioria de nós.</p>
<p><span style="color:#ffff99;"><strong>Não vejo nada de mau na autoajuda&#8230;<br />
Michele Marzano:</strong></span> É perverso fazer você acreditar que tudo que dá errado para você é culpa sua, e que você deve melhorar, e que pelo contrário, as regras do jogo estabelecido por uma minoria em seu proveito não precisam de nenhuma melhora.</p>
<p><span style="color:#ffff99;"><strong>Alguns desses livros são divertidos&#8230;<br />
Michele Marzano:</strong> </span>Mas a ideologia que os alimenta, não. Leva a pensar, por exemplo, que se hoje você está desempregado, é porque você não desejou o sucesso o suficiente, nem se esforçou. Não só você é um perdedor e um fracassado, como isso é culpa sua, e isso absolve, aliás, todos os demais responsáveis por seu desemprego.</p>
<p><span style="color:#ffff99;"><strong>Antes havia perdedores simpáticos.<br />
Michele Marzano: </strong></span>Hoje essa vigarice do autocrescimento impede isso: se você é um perdedor, é porque também é um vagabundo que não se deu ao trabalho de melhorar. Antes o sistema era paternalista: havia um empregador de quem saíam a todo momento as ordens que todos cumpriam, e se as coisas fossem mal, ele também se preocupava e cuidava dos seus&#8230;</p>
<p><strong><span style="color:#ffff99;">Já não existem mais senhores assim.<br />
Michele Marzano:</span> </strong>Porque a partir de 1990 o capitalismo, para continuar crescendo, precisou de novos empregados empreendedores, já que as tecnologias da informação tornaram antiquada a estrutura patriarcal. Agora cada empregado deve ser capaz de tomar suas decisões pela empresa e assumir suas consequências.</p>
<p><strong><span style="color:#ffff99;">Gente que saiba mandar em si mesma.<br />
Michele Marzano:</span> </strong>Na era digital, para serem produtivas as empresas devem manter uma fachada &#8211; só que é uma fachada horizontal: os patrões e seus capatazes determinam metas e os empregados as cumprem da forma que quiserem.</p>
<p><strong><span style="color:#ffff99;">A famosa direção por metas.<br />
Michele Marzano:</span> </strong>É a ilusão da autonomia pessoal quando, na verdade, suas metas muitas vezes são impossíveis de serem cumpridas, ou só podem ser cumpridas se você desistir de tudo que não seja trabalhar. Os patrões te dão toda a liberdade para renunciar da maneira que quiser à sua própria liberdade. Pelo menos, quando impunham um horário, seu tempo livre era seu.</p>
<p><span style="color:#ffff99;"><strong>Mas o trabalho produz satisfação.<br />
Michele Marzano:</strong></span> Essa é a armadilha &#8211; envolvida em todo esse palavreado de autoajuda &#8211; da felicidade pelo trabalho. Sustenta que o trabalho é o único caminho da realização pessoal até a felicidade. Dessa forma, você só pode ser feliz deixando seus patrões ricos. Antigamente calhava de você ser o pobre e inocente desgraçado; agora, se você não for feliz, além de tudo é um preguiçoso culpado por toda sua própria desgraça</p>
<p><span style="color:#ffff99;"><strong>Antigamente, trabalhar era uma maldição bíblica.<br />
Michele Marzano:</strong></span> Era o preço do sustento. Na sociedade patriarcal era o modo cansativo, mas inevitável, de sustentar a família: hoje a economia precisa de mais envolvimento pessoal: exige executivos autoconvencidos que renunciam à família e aos amigos para investirem todas suas horas na empresa, o que os torna &#8211; acreditam os mais alienados &#8211; superhomens e supermulheres felizes e admirados.</p>
<p><span style="color:#ffff99;"><strong>Isso se a empresa funciona&#8230;<br />
Michele Marzano:</strong></span> É o outro paradoxo: você acredita que tudo depende somente de você, mas na hora da verdade tudo depende dos resultados de sua empresa, que por sua vez podem vacilar, como agora, por uma crise financeira que começou a milhares de quilômetros por culpa daqueles que decidem e impõem as regras.</p>
<p><span style="color:#ffff99;"><strong>Também não poderíamos crescer sempre.<br />
Michele Marzano:</strong></span> O crescimento tem limites, mas o sucesso ilimitado que a filosofia da autoajuda promete precisa da ilusão de que você é o único a impor os limites, como se o planeta não os tivesse. Enquanto você pode se permitir três carros e duas piscinas, o planeta e sua atmosfera não podem.</p>
<p><span style="color:#ffff99;"><strong>Às vezes, crescer é ser menor.<br />
Michele Marzano:</strong></span> Sim, é menos pior que tenhamos &#8220;fracassado&#8221; em conseguir todos nossos objetivos, se com isso salvamos o que resta da Terra.</p>
<p><span style="color:#ffff99;"><strong>Apesar disso aqui estariam &#8220;pavimentando praias&#8221;&#8230;<br />
Michele Marzano:</strong> </span>Essa lógica da autoajuda propicia, na crise, enormes quantidades de sentimento de culpa, que por sua vez se transforma em depressão. Na Argentina e na França a psicanálise é uma religião, e os antidepressivos, seu sacramento; e nisso, os argentinos e franceses são os maiores do mundo.</p>
<p><strong><span style="color:#ffff99;">Por quê?<br />
Michele Marzano:</span> </strong>Exatamente porque são países com egos enormes educados na fé ilimitada, na própria capacidade do controle de si mesmos e de seu destino, que é considerado como mero resultado das decisões tomadas ao longo da vida. As terapias breves, a PNL [programação neurolinguistica] e outras técnicas alimentam essa falácia do controle ilimitado, que não é nada mais que a ilusão infantil da onipotência.</p>
<p><strong><span style="color:#ffff99;">E o resultado é que a sorte também existe.<br />
Michele Marzano:</span> </strong>Chame de sorte, destino, imponderável, do que quiser, mas trata-se da aceitação madura de que uma parte do que acontece conosco &#8211; por exemplo, esta crise financeira &#8211; não depende exclusivamente de nós.</p>
<p><span style="color:#ffff99;"><strong>Mas sim nossa atitude diante dela.<br />
Michele Marzano: </strong></span>Vejo que você leu muita autoajuda.</p>
<p><span style="color:#ffff99;"><strong>Entrevistei muitos gurus.<br />
Michele Marzano:</strong></span> Leia-os, mas às vezes é melhor fracassar. Fracasse, homem! Não sei se será mais feliz, mas certamente viverá mais tranquilo.</p>
<p><strong>Tradução:</strong> <em>Lana Lim</em></p>
<p><em>fonte:</em><br />
<a href="http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lavanguardia/2009/05/18/ult2684u511.jhtm">http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lavanguardia/2009/05/18/ult2684u511.jhtm</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pandugiha.wordpress.com/248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pandugiha.wordpress.com/248/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pandugiha.wordpress.com/248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pandugiha.wordpress.com/248/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pandugiha.wordpress.com/248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pandugiha.wordpress.com/248/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pandugiha.wordpress.com/248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pandugiha.wordpress.com/248/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pandugiha.wordpress.com/248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pandugiha.wordpress.com/248/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pandugiha.wordpress.com/248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pandugiha.wordpress.com/248/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pandugiha.wordpress.com/248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pandugiha.wordpress.com/248/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pandugiha.wordpress.com&amp;blog=5009291&amp;post=248&amp;subd=pandugiha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>What is Cloud Computing?</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 23:03:19 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Nice video trying to explain cloud computing..  enjoy!<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pandugiha.wordpress.com&amp;blog=5009291&amp;post=244&amp;subd=pandugiha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nice video trying to explain cloud computing..  enjoy!</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=6PNuQHUiV3Q"></a><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://pandugiha.wordpress.com/2009/06/14/what-is-cloud-computing/"><img src="http://img.youtube.com/vi/6PNuQHUiV3Q/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
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		<title>TICs e desenvolvimento</title>
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		<pubDate>Thu, 14 May 2009 09:36:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pandugiha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O cenário proporcionado pelas Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) geram, constantemente, muita expectativa sobre suas possibilidades de transformação social a medida em que cada vez mais pessoas integram e colaboram em sua comunidade global de usuários, mas ao mesmo tempo observa-se muita confusão, particularmente com relação à internet, ao lhe atribuirmos características que não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pandugiha.wordpress.com&amp;blog=5009291&amp;post=241&amp;subd=pandugiha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O cenário proporcionado pelas Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) geram, constantemente, muita expectativa sobre suas possibilidades de transformação social a medida em que cada vez mais pessoas integram e colaboram em sua comunidade global de usuários, mas ao mesmo tempo observa-se muita confusão, particularmente com relação à internet, ao lhe atribuirmos características que não a de mera ferramenta.  A internet, portanto, não gera desenvolvimento ou conhecimento.  Estas condições são proporcionadas pelo uso que fazemos dela.</p>
<p>A diversidade de contextos em que as TICs, atualmente, são empregadas também traz complexidade ao debate.  Países grandes, pequenos, desenvolvidos e em desenvolvimento apresentam realidades tão heterogêneas que torna praticamente inviável a formulação de juízos universais frente a tantas particularidades.  A partir de perspectivas e previsões distintas podem-se observar aspectos positivos e negativos pela utilização destas ferramentas, principalmente pela falta de regulamentação e pelo desconhecimento de seus reais limites.</p>
<p>Falar em aspectos negativos ou positivos da utilização da internet trata-se, portanto, de falar do uso que as pessoas fazem de suas potencialidades.  Ações que provêem acesso às TICs em países em desenvolvimento não podem se limitar a fornecer computador e conexão à internet sem a devida capacitação emancipatória dos usuários, ou, segundo termo utilizado pela União Européia: prover Literacia Midiática<a href="http://ec.europa.eu/avpolicy/media_literacy/docs/com/pt.pdf" target="_blank">[1]</a>.  A literacia tem a ver com a fácil ambientação em diferentes suportes de mídia oferecidos pela internet, seu uso ativo, crítico e criativo, a compreensão de sua cadeia produtiva e de seus limites.</p>
<p>Atribuir juízos às conseqüências do emprego da internet, portanto, tem relação apenas com aqueles que a utilizam.  Buscar informações para a construção de uma bomba caseira e aplicá-la em um atentado à segurança das pessoas é um aspecto negativo em qualquer situação geopolítica, assim como o acesso a leitura de uma obra de Platão é positivo.  É muito comentado, como aspecto positivo, a diminuição de assimetrias pelo livre acesso à informação propiciado pela internet, mas se confrontarmos usuários com distintas capacidades de literacia esta assimetria se acentua.</p>
<p>Discriminar situações entre ricos e pobres com base em conceitos mal formados e superficiais é preconceito.  Exigir igualdade entre aqueles que são desiguais é injustiça.</p>
<p>A evolução das TICs explicita o que o movimento ambientalista já anunciava: fazemos parte de uma aldeia global.  Ainda faz sentido falarmos em países desenvolvidos e países em desenvolvimento?  É inegável que os benefícios da utilização potencial da internet superam seus malefícios, portanto é adequado ao debate criar condições para que as ações resultantes deste uso reflitam estas potencialidades.</p>
<p>A criação, o compartilhamento e a colaboração propiciados pelo desenvolvimento das TICs, a medida que geram valor agregado pela diversidade abarcada pela internet também expõe o desafio de lidarmos com a diversidade, e com todo o conflito cultural que ela implica. </p>
<p>Para a internet a diversidade é a riqueza e cabe a nós o desafio individual e coletivo de abrirmos nossos braços a ela, sem preconceitos e injustiças.  Esta é a premissa que deve pautar o debate.  Aspectos técnicos, jurídicos e éticos, devem se adequar para a constante evolução das ações propiciadas pela internet, afinal o principal aspecto negativo deste processo é a homogeneização daqueles que a utilizam.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pandugiha.wordpress.com/241/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pandugiha.wordpress.com/241/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pandugiha.wordpress.com/241/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pandugiha.wordpress.com/241/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pandugiha.wordpress.com/241/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pandugiha.wordpress.com/241/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pandugiha.wordpress.com/241/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pandugiha.wordpress.com/241/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pandugiha.wordpress.com/241/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pandugiha.wordpress.com/241/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pandugiha.wordpress.com/241/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pandugiha.wordpress.com/241/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pandugiha.wordpress.com/241/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pandugiha.wordpress.com/241/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pandugiha.wordpress.com&amp;blog=5009291&amp;post=241&amp;subd=pandugiha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Neutralidade na Internet</title>
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		<pubDate>Thu, 14 May 2009 05:08:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pandugiha</dc:creator>
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		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma rede global interligada em que não existe hierarquia dirigida no tráfego da informação possibilitou um incrível avanço na difusão e desenvolvimento de conteúdos e ferramentas que despertam o interesse dos usuários já conectados e a curiosidade daqueles que ainda não se conectaram.  Atualmente este cenário que caracterizou os primeiros passos da grande difusão da internet está em cheque devido a interesses econômicos que exercem forte lobby a favor da discriminação do tráfego de conteúdos em favor de um ou outro que deseje contratar uma banda diferenciada ou até em exclusividade, independente da escolha do usuário comum.</p>
<p>A neutralidade que caracteriza a internet atualmente e que possibilitou a emersão de inúmeras inovações corre perigo.  Muitas foram as soluções encontradas que deram vazão à criatividade humana neste contexto de livre troca de informações, mas ainda há muito a evoluir e esta evolução está ameaçada.  A livre competição está intimamente ligada a livre escolha do usuário e esta realidade foi o que gerou tão rápido desenvolvimento.</p>
<p>A discriminação, por empresas que conectam o usuário comum à nuvem de conhecimento disponibilizado pela internet, beneficiará apenas grandes empresas provedoras de conteúdos e de serviços mantendo á margem pequenos empreendedores do mesmo segmento.</p>
<p>Embora a problemática envolvida tenha implicação direta no aspecto econômico e de infra-estrutura de acesso é pertinente abrir o olhar à reflexão das implicações jurídica, social e cultural da questão.</p>
<p>Muito se discute sobre a necessidade da criação de leis específicas que legislem sobre as novas condições estabelecidas pelas possibilidades criadas acerca da internet, porém grande parte deste debate está centrado em crimes e não nas condições a priori que regem o aparato em torno da rede mundial de computadores e a sua constituição deve se orientar por uma neutralidade legal que não se paute por interesses isolados, mas naquilo que identificamos como a possibilidade de democratizarmos o conhecimento e a livre associação em comunidades orientadas por afinidades.</p>
<p>O parâmetro estabelecido atualmente nas mídias convencionais não pode ser tomado como referência já que é baseado em concessões governamentais ou em poder de compra de consumidores.  A internet propicia a troca mútua e livre de informação de forma descentralizada.  Justamente este é o seu valor e o solo fértil para a difusão do imaginário criativo em escala global que envolve tanto o grande quanto o pequeno produtor.</p>
<p>Referências como centro e periferia, países desenvolvidos ou em desenvolvimento, perdem o sentido em uma estrutura fragmentada onde cada ponto está livremente conectado a qualquer outro.  Agir contra esta nova estrutura é favorecer assimetrias e desigualdades.</p>
<p> </p>
<p>“<em>A passagem do telefone ao rádio separou claramente os papéis.  Liberal, o telefone permitia que os participantes ainda desempenhassem o papel do sujeito.  Democrático, o rádio transforma-os a todos igualmente em ouvintes, para entrega-los autoritariamente aos programas, iguais uns aos outros, das diferentes estações</em>.”[1]</p>
<p> </p>
<p>Este trecho, publicado em 1944, reflete sobre a chamada Industria Cultural e, embora não tenha acompanhado as novas possibilidades abertas pela internet, descreve o processo de massificação a que são expostos os usuários que têm acesso dirigido aos conteúdos disponibilizados.  No contexto da internet, o controle da informação restringe o espaço de manifestação da diversidade cultural presente em diferentes partes do planeta e este processo de contínua extinção de costumes locais e padronização de comportamentos advoga em favor de interesses de minorias detentoras de poder.  Poder do monopólio da informação e que tenta concentrar para si toda uma cadeia produtiva em torno desta nova economia que vem se estabelecendo ao longo da consolidação da rede mundial de computadores e que ainda não pode ser facilmente compreendida.  Cabe à consciência das pessoas de nosso tempo o desenvolvimento de leis que preservem a legitimidade da colaboração, do compartilhamento e da criação de novas oportunidades de expressão e desenvolvimento que hoje sonhamos poderem ser viabilizados por uma internet neutra e inclusiva.</p>
<p> </p>
<hr size="1" />[1] ADORNO, Theodor W. e HORKHEIMER, Max – <em>Dialética do Esclarecimento</em>, Jorge Zahar Editor Ltda., Rio de Janeiro, 2006, pág. 100</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pandugiha.wordpress.com/238/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pandugiha.wordpress.com/238/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pandugiha.wordpress.com/238/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pandugiha.wordpress.com/238/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pandugiha.wordpress.com/238/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pandugiha.wordpress.com/238/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pandugiha.wordpress.com/238/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pandugiha.wordpress.com/238/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pandugiha.wordpress.com/238/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pandugiha.wordpress.com/238/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pandugiha.wordpress.com/238/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pandugiha.wordpress.com/238/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pandugiha.wordpress.com/238/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pandugiha.wordpress.com/238/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pandugiha.wordpress.com&amp;blog=5009291&amp;post=238&amp;subd=pandugiha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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