Posts Categorizados ‘arte urbana

27
fev
09

Arte de Rua e Contemporaneidade

Esta grande performance de Robert Muraine,popper de Los Angeles, só encontra pares nos melhores corpos de baile da dança contemporânea, o despojamento e a narrativa próprias da arte urbana, mas entendida estritamente enquanto arte de rua é a fonte de nosso tempo.

A rua é o espaço público, nossa ágora, descentralizada e transitória.  Não interessa mais o que é privado, nuclear e imutável.  As lições do movimento punk e atualmente do hiphop em escala global são estas, nele vemos as manifestações que expressam a nossa vida em comunidade, em que os momentos de nossas passagens se expressam e criam identificação pela obra de arte.

31
out
08

InterConexões Humanas

Produção do 2o. PodCast:

INTERCONEXÕES HUMANAS

O projeto INTERCONEXÕES HUMANAS pretende se apropriar de formas simples de transmissão de dados pela internet e promover o encontro de artistas, arte educadores e produtores culturais dos países de língua portuguesa. A primeira interconexão entre Mozambique e Brasil ocorreu em 20/Set/08.  E criou o primeiro laço entre o hiphop dos dois países.

O programa que será gravado envolverá jovens mulheres ligadas ao movimento hiphop de das cidades de Maputo/MZ e São Paulo/BR a fim de apresentarem seus trabalhos, suas questões sociais e suas vozes.

Também será transmitido ao vivo pela IPTV USP, o link direto será disponibilizado na home no horário da transmissão por motivos técnicos.

A produção se realizou  por iniciativa do projeto Capulana Hip Hop que teve a ousadia de propor este programa.

Obrigado Iveth

Parceiros:

Cidade do Conhecimento 2.0 _link
CEB – Maputo (Centro de Estudos Brasileiros)
Capulana HipHop

21
out
08

a máscara e o homem

Do mesmo modo como a linguagem visual contemporânea trabalha com camadas sobrepostas de resignificação de conteúdo, a utilização de máscaras é bastante antiga na cultura global.  Muito se fala das divergências culturais e simbólicas entre oriente/ocidente, mas através da máscara encontramos um ponto comum da raiz humana que identificou este traço do julgamento estético que soma símbolos a fim de se alterar as relações entre os particulares e os universais.

Na Grécia Antiga, Téspis invadiu uma cerimônica religiosa com uma máscara de Dionísio e criou este dilema que fica entre a profanação do sagrado e a sacralização do humano.

Na filosofia da pós-modernidade existe a construção de termos que ajudam a reflexão deste fenômeno.  O pastiche e a esquizofrenia.  O primeiro trata de uma representação desinteressada, ou seja, sem compromisso com aquilo que é mimetizado.  A máscara é de Dionísio, mas não se espera que as pessoas acreditem que um dos deuses encontra-se entre eles, mas ainda assim alguns atributos simbólicos desta matriz divina são percebidos.  A esquizofrenia, do grego fender/clivar+espírito, ou seja, uma desordem da linguagem ocasionada a partir de uma deficiência infantil ao domínio da fala e da linguagem, segundo a psicanálise, parece ser incorporada na cultura de modo que sabemos lidar com esta sobreposição de referências humana/divina.

Aparece em voga este tipo de construção artística como um dos elementos da arte urbana e do design digital que se apropria de superfícies de linguagem dispostas de forma que desintegra o significado e o reconstrói continuamente, seja em sua relação com o espaço ou com o tempo.

Esta estrutura estética pode também extrapolar-se para a vida, em que o processo colaborativo de construção de conhecimento agrega estas diferentes camadas representativas da diversidade dos homens e que pode romper com o individualismo radical da década de 60, que sacraliza o gozo sem proibições, a cultura do tudo já, nas palavras de Lipovestky.

Tudo ainda não foi posto à mesa, mas algumas indicações já possibilitam a identificação de constelações que podem indicar para onde rumamos.  Resta caminhar.




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