Posts Categorizados ‘icones

30
jan
09

The Brand Gap

18
jan
09

Artigo Burkina Faso 1a. Parte (português)

Em tempos de organização social em rede através do constante aprimoramento tecnológico da internet, percebemos que muitos conflitos de interesse se acumulam em torno do compartilhamento e da produção de conteúdos audiovisuais.  Para a discussão de temas para os quais ainda não temos solução foi criado o Fórum Internacional de Governança na Internet – IGF, que, em sua terceira edição no ano de 2008, foi realizado na cidade de Hyderabad, Índia.

O imaginário coletivo associa, muitas vezes, a internet a um modelo anárquico de livre expressão de idéias e intercâmbio de conteúdos, portanto, ao reunirmos certo grupo de pessoas que debatem acerca de bases para a constituição de regras logo vem à mente o modelo ocidental positivo de contrato social.

Generosa foi a curadoria das mesas de debate temático que buscou aprofundar três eixos temáticos embasados no desafio da inclusão do próximo bilhão de usuários globais na internet, nas dificuldades de infra-estrutura de acesso que essa inclusão implicará e, ainda, como se dará este processo no trato de tamanha diversidade humana em que um universo lingüístico não encontra representatividade de conteúdos frente a um número restrito de idiomas que prevalecem na web.

Segundo previsões deveremos atingir a expressiva marca de um bilhão de usuários de internet em 2009, portanto, é o momento apropriado para refletir uma ética global a partir do que já observamos nestes primeiros passos de consolidação de redes sociais transnacionais e devemos nos perguntar sobre os desafios que deveremos enfrentar no processo de inclusão do próximo bilhão de usuários.  É importante discutirmos como podemos partilhar este espaço com os próximos que se juntarão a redes, produzirão textos, podcasts e vídeos distribuídos em canais globalmente conectados como o celular, a internet e a tv digital.

O encontro de culturas tão diversas produz, inevitavelmente, choques ao passo que perdemos a referência espacial entre ocidente e oriente, periferia ou centro, e passamos a nos identificar conceitualmente enquanto redes.  O futuro nos obriga a buscar soluções que atuem em mediação com fins de equilibrar, em oposição ao modelo da negociação predominantemente utilizado na cultura ocidental, que favorece o aparecimento de assimetrias gritantes devido à propagação cumulativa da margem de erro da negociação às camadas mais distantes dos centros de decisão e pode facilmente ser observado pela análise da infra-estrutura de conexão das regiões mais carentes do planeta, cuja precariedades aumenta o custo por tecnologias alternativas mais sofisticadas.  Injustamente vivemos um modelo em que o custo de produtos e serviços é extremamente maior para os que menos podem pagar, o caso da maior parcela da população mundial.

Afora lançarmos a atenção a aspectos técnico-físicos relativos a acessibilidade, nos obrigamos a enfrentar o desafio de produção de conteúdo que identifique realmente esta diversidade.  Neste aspecto a escolha da Índia como anfitriã do IGF também foi muito apropriada devido a grandeza populacional e da miscelânea cultural de seu bilhão de falantes distribuídos em diversas línguas particulares de cada região do país.

O rompimento do padrão espacial estabelecido aproxima o rural e o urbano, o materialismo e o espiritualismo, e nunca a noção de valor foi tão distanciado do ícone do dinheiro como no momento histórico em que vivemos.  Devemos avaliar a importância dos preciosos conhecimentos tradicionais de culturas longevas, sua oralidade, sua mitologia, línguas e artes são de valor inestimável.  Neste novo contexto de rede global, o conceito de Humanidade ganha em significado.  Afinal, todos os homens e mulheres do planeta são partícipes desta comunidade chamada Humanidade?

27
out
08

salve o corinthians

corinthians

corinthiano de coração, depois de ver a poesia de Toquinho no Globo Esporte fiquei tocado com o poder da rede de relações envolvidas pelo símbolo Corinthians.

publicitários passam suas vidas profissionais tentando compreender e replicar fenômenos de massa que despertam não só uma paixão, ou simples empatia, mas também uma experiência de vida associada a marcas produtos.

futebol é assim, um fato histórico rememora outros pretéritos.  vive-se novamente cada lembrança de alegria ou desilusão e este efeito em manada, draga multidões de corpo aberto ao turbilhão de emoções e memórias.

futebol pode sim ser comparado à religião.  até os embates doentios entre torcedores empunhando paus e pedras com o objetivo de extravazar a incompletude proporcionada pela cega devoção ao seu clube, encontra pares na época medieval.  perseguições também são comuns entre os que não se entregam à mesma crença.

que é pois a vida, senão a entrega completa e infeliz da nossa vontade a referências externas a fim de guiar nossas emoções?




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